Rio de Janeiro - A Petrobras e a estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) não chegaram a um resultado ontem, na conclusão de nova rodada de negociações sobre o pedido de revisão da cláusula de preços do Contrato de Compra e Venda de Gás apresentado pela estatal da Bolívia.
Segundo informou a assessoria de imprensa da Petrobras, outra rodada está marcada para o período de 6 a 10 de novembro, no Rio de Janeiro. Em nota divulgada no início da noite, a estatal brasileira garante que não haverá desabastecimento de gás no país. E que a demanda está contratada até 2010, para energia elétrica.
Sobre o compromisso de fornecimento de gás para geração termelétrica, a nota esclarece que está restrito a 12 milhões de metros cúbicos/dia. Deste total, 60% se destinam a termelétricas de terceiros (Norte Fluminense, Juiz de Fora, Termopernambuco e Termofortaleza) e o restante, para a geração de energia vendida por suas termelétricas.
Existe ainda a possibilidade de aumentar a oferta de gás natural para uso termelétrico através do gerenciamento da demanda de grandes consumidores industriais. Esta alternativa pressupõe a substituição do gás natural por outros insumos energéticos, a aceitação desta substituição pelos consumidores e pelos órgãos ambientais e que o despacho das usinas termelétricas seja remunerado com base no custo real do energético substituto, relata a nota.

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