Petrobras vai reativar centro que capta álcool em Londrina
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quinta-feira, 05 de agosto de 2004
Gustavo Porto<br> Agência Estado 
Araraquara - A Petrobras Distribuidora anunciou ontem que irá reativar oito centros captadores de álcool até o final deste ano. As unidades, todas em regiões produtoras de cana-de-açúcar uma delas em Londrina , foram construídas na década de 80, no auge do Proálcool, e fechadas na década de 90, durante a crise do combustível após a desregulamentação do setor.
De acordo com o gerente-executivo de Operações da Petrobras Distribuidora, Ivan Pacheco, os centros captadores serão bases de entrega do álcool para a exportação, que seguirá por meio de ferrovias para refinarias e distribuidoras, barateando assim o custo logístico. ''Futuramente, nós queremos fazer com que esses centros sejam também distribuidores de álcool hidratado para o posto de combustível da região no seu entorno'', explicou Pacheco.
Os dois primeiros centros captadores estão sendo reativados no Estado de São Paulo, nas cidades de Ourinhos e de Araraquara. Até o final do ano, entram em operação unidades em Londrina, Betim (MG), Santa Adélia (MG), Sertãozinho (SP), Paulínia (SP) e Aracaju (SE). Juntas, as oito unidades terão capacidade de estocar 95 milhões de litros de álcool anidro e hidratado. ''É importante salientar que a estrutura é da Petrobras Distribuidora, mas outras distribuidoras poderão utilizá-la'', explicou Pacheco.
Pelo fato de toda a infra-estrutura logística já existir, a empresa não está fazendo grandes investimentos na reativação do programa, explica Pacheco. De acordo com ele, em Araraquara os gastos são de R$ 300 mil a R$ 400 mil. ''Os
valores variarão de acordo com as unidades e os cálculos totais estão sendo feitos pelo setor de engenharia'', disse.
Já Alexandre Cotrim, gerente-executivo de Suprimentos da Petrobras Distribuidora, afirma que outra vantagem da reativação dos tanques captadores e do uso do transporte ferroviário é o fato de o combustível chegar à distribuição e à exportação sem contaminação por hidrocarbonetos. ''Quando utilizamos os mesmos tanques para o transporte de outros combustíveis, há uma contaminação mesmo que mínima. Isso não é aceito em alguns países para os quais desejamos exportar'', explicou Cotrim.


