RIO - A Petrobrás e a Rio Polímeros assinaram no sábado contrato de compra e venda de matérias-primas e produtos para o Pólo Gás Químico do Rio de Janeiro. O presidente Fernando Henrique Cardoso, que presidiu a solenidade na Refinaria Duque de Caxias, elogiou a Petrobrás por sua parceria com o setor privado na criação do Pólo e afirmou que trata-se de um ‘‘marco do espírito novo da Petrobrás’’, referindo-se à quebra do monopólio do petróleo. Fernando Henrique declarou que a parceria com as empresas que formam a Rio Polímeros sinaliza a mudança de relacionamento da estatal com o setor privado.
‘‘Engana-se redondamente quem pensa que a Petrobrás terá dificuldades de competir com o setor privado’’, afirmou FH em seu discurso, tendo ao lado o presidente da estatal, Joel Mendes Rennó, o ministro das Minas e Energia, Raimundo Brito, os representantes das três companhias que formam a Rio Polímeros (Suzano, Unipar e Petroquímica da Bahia) e o governador do Rio de Janeiro, Marcello Alencar. ‘‘Entrei na política brigando pela Petrobrás, hoje o mundo é outro, mas ela continuará sendo uma estrela do nosso governo’’, disse o presidente.
Na parceria firmada com o setor privado para a instalação do Pólo Gás Químico do Rio, a Petrobrás será minoritária, com uma participação de 30%. O total de investimentos previstos para a fase inicial é de US$ 719 milhões, cabendo à Petrobrás aplicar US$ 216 milhões. Os outros sócios entrarão com US$ 503 milhões. O pólo terá uma produção de 400 mil toneladas anuais de eteno, durante 15 anos. As obras vão gerar 2,5 mil empregos diretos e 4,5 mil indiretos, no Rio de Janeiro.
O presidente da Petrobrás enfatizou que o consórcio Rio Eteno já foi firmado dentro das novas regras da lei do petróleo. ‘‘Será um dos mais importantes exemplos de funcionamento de como a Petrobrás vai atuar a partir da quebra do monopólio do petróleo’’, disse ele. As obras para a construção de unidades de processamento de gás natural para atender ao crescimento da Bacia de Campos e possibilitar o fornecimento do etano e propano ao Pólo Gás Químico começarão ainda este ano.
O projeto prevê a disponibilidade de 9 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural, provenientes da Bacia de Campos, como fonte de matéria-prima para o Pólo Gás Químico. O contrato permite promover uma integração entre a unidade de pirólise do consórcio Rio Eteno (associação entre a Petrobrás e a Rio Polímeros) e a unidade de polietileno da Rio Polímeros.

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