O presidente da Petrobras, Henri Philippe Reichstul, anunciou ontem a mudança das marcas Petrobras e BR para PetroBrax, com o objetivo de facilitar a aceitação da empresa no mercado internacional. ‘‘O X está associado à tecnologia’’, disse Reichstul. ‘‘O nome Petrobras estava muito ligado ao monopólio, que foi quebrado em 1997. Hoje em dia, o final ‘bras’ é muito mais um ônus que uma vantagem’’, justificou.
De acordo com o presidente da Petrobras, a mudança da marca deve levar de cinco a seis meses para ser colocada em prática. O presidente Fernando Henrique Cardoso soube da mudança há uma semana e, segundo Reichstul, aceitou-a sem restrições.
A Petrobras estima em US$ 50 milhões os gastos com o conjunto de ações para substituição do nome BR-Petrobras para PetroBrax. Esta cifra envolve o custo da pesquisa de mercado, criação do logotipo, campanhas publicitárias na mídia nacional e internacional, a troca da marca em embalagens de produtos e nos 7.000 postos de combustíveis da empresa no Brasil e em outros países da América Latina. O trabalho de concepção da nova marca e do logotipo feito pela empresa de design UND custou R$ 700 mil.
O designer Norberto Chamma, da UND, destacou que a marca BR em verde e amarelo é confundida nos Estados Unidos com a BP, da British Petroleum, e na América Latina é associada demais ao Brasil, causando a sensação de ‘‘invasão brasileira’’. O novo logotipo, com uma imagem que pode ser tanto interpretada como uma chama ou como uma folha, pretende passar a idéia de uma empresa de energia, não só de petróleo, e preocupada com a preservação do meio ambiente. O novo nome será usado como marca de fantasia e a razão social da empresa continuará sendo Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras.
Para o coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Maurício França Rubem, a mudança da marca ‘‘é mais um passo para a privatização da empresa’’. Ele disse que a FUP vai discutir com ‘‘outros setores da sociedade’’ a possibilidade de ser feita uma ‘‘mobilização nacional’’ contra a decisão.

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