A Bolsa de Valores de São Paulo divulgou ontem a carteira definitiva do Índice Bovespa para o período de janeiro a abril de 2001. A cesta de ações não trouxe surpresas em relação a terceira prévia, divulgada na última sexta-feira do ano, mas foram registradas algumas mudanças frente a carteira vigente até o final do ano passado. Petrobras sustentou o posto de maior participação no índice, com peso de 12,27% entre ONs e PNs. A parcela da companhia era de 10,55%.
Telemar manteve-se na segunda posição, com participação de 11,39% somando ONs e PNs. Entretanto, Telemar PN figura como ação com maior força sobre Ibovespa, ultrapassando Petrobras PN, respondendo por uma parcela de 9,75% do indicador. Globocabo foi a ação que teve o aumento mais sensível, como já vinha sendo esperado desde a divulgação da primeira prévia. A participação da ação no índice deu um salto de 1,84 ponto percentual, saindo de 6,54% para 8,38%.
Banespa PN perdeu um pouco de espaço frente a carteira que vigorou de setembro a dezembro, saindo de 3% para 2,51%. Cesp PN foi beneficiada e sua parcela subiu de 0,87% para 1,13%. Eletrobras vem diminuindo constantemente sua participação no Ibovespa. Entre as ações ON e PN, o peso da empresa elétrica saiu de 6,04% da carteira vigente até o final de 2000, para 5,11% na composição que estreou ontem. Já Embraer viu sua importância cair de 3,09% para 1,82%. Bradesco PN saiu de 6,20% para os atuais 3,73% e Bradespar PN foi elevada de 0,41% para 2,12%.
O Índice Bovespa começa o ano aumentando sua concentração. O setor de telecomunicações, levando em conta as ações de Globocabo, que tinha um peso de 39,81%, na carteira vigente até o final de 2000, passou a representar 46,03% do Índice Bovespa.
O setor de energia elétrica, por sua vez, perdeu espaço e seu peso recuou de 16,34% para 13,29%. Com isso, está sendo revertida a tendência de desconcentração do índice, conforme era a previsão com a saída do Recebido de teles, em maio de 2000. A companhia com maior destaque no setor de telecomunicações é Telemar, segunda em peso no Índice. O peso maior em energia elétrica ainda está por conta de Eletrobrás, com 5,11%. No entanto, a companhia vem perdendo participação constantemente. Levando-se em conta esses dois principais setores, a concentração do Ibovespa aumentou de 56,15% para 59,32%.

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