Cu­ri­ti­ba - A Pe­tro­bras fe­chou o pri­mei­ro se­mes­tre do ano com um lu­cro lí­qui­do de R$ 13,55 bi­lhões, va­lor 20% me­nor em re­la­ção aos R$ 16,956 bi­lhões ob­ti­dos no mes­mo pe­río­do do ano pas­sa­do.
  No se­gun­do tri­mes­tre, a es­ta­tal lu­crou R$ 7,734 bi­lhões, mon­tan­te 20,4% in­fe­rior aos R$ 9,717 bi­lhões ve­ri­fi­ca­dos em ­igual pe­río­do no ano pas­sa­do. Em re­la­ção ao pri­mei­ro tri­mes­tre des­te ano, no en­tan­to, hou­ve al­ta de 33%, na com­pa­ra­ção com os R$ 5,816 bi­lhões re­gis­tra­dos de ja­nei­ro a mar­ço.
  A que­da no lu­cro lí­qui­do da Pe­tro­bras no se­mes­tre te­ve in­fluên­cia da co­ta­ção do bar­ril ti­po ­Brent do pe­tró­leo no mer­ca­do in­ter­na­cio­nal. De ja­nei­ro a ju­nho de 2008, o bar­ril cus­ta­va, em mé­dia, US$ 123. Es­te ano, em pe­río­do se­me­lhan­te, o bar­ril era co­ta­do a US$ 59,60, em mé­dia.
  Um fa­tor que im­pac­tou po­si­ti­va­men­te o re­sul­ta­do da Pe­tro­bras foi a ba­lan­ça co­mer­cial da com­pa­nhia, que so­men­te no se­gun­do tri­mes­tre, re­gis­trou su­pe­rá­vit de R$ 1,45 bi­lhão. Es­se de­sem­pe­nho foi ob­ti­do em fun­ção da di­mi­nui­ção das im­por­ta­ções de die­sel, em fun­ção da me­nor de­man­da, se­ja pe­la cri­se ou pe­lo des­li­ga­men­to das ter­me­lé­tri­cas mo­vi­das a ­óleo na ­maior par­te des­te ano. O au­men­to de bio­die­sel na ma­triz bra­si­lei­ra tam­bém pos­si­bi­li­tou que se com­pras­se me­nos die­sel no ex­te­rior.
  A re­cei­ta lí­qui­da atin­giu R$ 44,6 bi­lhões no se­gun­do tri­mes­tre, um de­crés­ci­mo de 18% na com­pa­ra­ção com o re­sul­ta­do no se­gun­do tri­mes­tre de 2008. O Ebit­da (lu­cro an­tes ju­ros, im­pos­tos, de­pre­cia­ção e amor­ti­za­ção) so­mou R$ 17,513 bi­lhões, 6% abai­xo do apu­ra­do de ­abril a ju­nho do ano pas­sa­do.
  A pro­du­ção to­tal da com­pa­nhia foi de 2,524 bi­lhões de boe (bar­ris de ­óleo equi­va­len­te), apre­sen­tan­do al­tas de 2% so­bre o pri­mei­ro tri­mes­tre e de 6% so­bre o mes­mo pe­río­do do ano pas­sa­do. Os in­ves­ti­men­tos nos ­seis pri­mei­ros me­ses de 2009 to­ta­li­za­ram R$ 32,5 bi­lhões.

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