Petrobras recorre à importação de gás
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sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Andréa Bertoldi<br>Reportagem Local 
Curitiba - Os revendedores de gás GLP (gás de cozinha) estão com os estoques baixos no Paraná. No entanto, ainda não aconteceu falta do produto para o consumidor final. O problema ocorreu porque houve uma parada da produção da Petrobras em São José dos Campos (SP) e esta unidade voltou a operar com 25% da produção. Com isso, a produção da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, acaba não sendo suficiente para atender toda a demanda.
O presidente do Sindicado das Revendedoras de Gás do Paraná (Sinregás-PR), José Luiz Rocha, acredita que não haverá desabastecimento. Não há necessidade de correria (às revendas) por parte do consumidor, disse. Caso continue a escassez do produto, ele acredita que a tendência é subir o preço. Em Curitiba, a média de valor do botijão de 13 quilos é de
R$ 42 a R$ 45 e, no interior do Estado, de R$ 50.
Na cidade de São Paulo, os moradores já estão com dificuldade de encontrar gás nesta semana. Segundo revendedores da região, os distribuidores do produto estão entregando bem menos do que o esperado desde segunda-feira - e a situação está piorando. Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), não houve falta de GLP, mas apenas uma baixa nos estoques. Por isso as distribuidoras restringiram os pedidos das revendas até a regularização da oferta. A ANP está monitorando a situação, que deverá ser regularizada até semana que vem, informou em nota.
O GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) é um subproduto do petróleo, fabricado nas refinarias, ao contrário do gás natural, que pode ser encontrado junto ou separado do petróleo nos reservatórios em terra ou no mar.
Segundo Rocha, hoje 20% do gás utilizado é importado e a Repar de Araucária estava oferecendo de 60% a 70% do total da demanda das distribuidoras. Para tentar contornar a situação, as distribuidoras começaram a trazer gás para o Paraná de outros estados.
A Petrobras informou, em nota, que disponibilizou quantidades adicionais de GLP para complementar o suprimento do mercado do Paraná. A companhia esclareceu que estão programadas chegadas de navios em Paranaguá, sendo o primeiro ainda esta semana, de forma a regularizar as entregas às distribuidoras que operam localmente. (Folhapress )


