O objetivo de longo prazo da Petrobras é chegar a um valor de mercado entre US$ 50 bilhões e US$ 100 bilhões, segundo anunciou o diretor da área financeira da estatal, Ronnie Vaz Moreira. Hoje ela vale em torno de US$ 30 bilhões e ocupa a sétima colocação no mundo entre as empresas de petróleo de capital aberto.
Com esse porte, a estatal ficaria com tamanho entre a italiana ENI (faixa de US$ 50 bilhões) e as gigantes Chevron-Texaco e Elf-Total-Fina (faixa de US$ 100 bilhões). ‘‘Não vamos nunca chegar a ser uma ‘‘super major’’’, admite. Nessa categoria (faixa de US$ 200 bilhões) estão as supergigantes Shell, Exxon-Mobil e BP-Amoco.
Para dar o salto pretendido, Moreira afirma que a estatal precisa conseguir equiparar o seu custo de capital ao das concorrentes. A abertura aos investidores estrangeiros do acesso a ações ordinárias (com direito a voto) da empresa, viabilizando a oferta internacional de ações feita em meados deste ano, permitiu a abertura do mercado de ações, uma perna do mercado de capitais. Quanto à outra perna, o mercado de dívidas, Moreira disse que a empresa está fazendo um longo trabalho para desvincular seu nome do chamado ‘‘custo Brasil’’. Segundo ele, a Petrobras está prestes a fechar operações envolvendo venda e leasing de plataformas e de financiamento a importações, com valor total entre US$ 400 milhões e US$ 500 milhões.

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