O preço das ações ON da Petrobrás para quem adquiriu cotas de fundos da companhia com recursos do FGTS ou para quem fez a aquisição com recursos próprios até R$ 100 mil ficou em R$ 34,46 por ação. Esse valor embute o desconto de 20% sobre o preço de venda pelo governo, de R$ 43,07. Considerando o preço à vista da ação no fechamento de sexta-feira, de R$ 51,50, e o preço com desconto, o optante teria obtido em dois dias ganho de 49,44%. Mas, na prática, as cotas desses investidores só começarão a ter variação dia 18.
Em estudos feitos por algumas corretoras, o ganho estimado nos próximos 12 meses para investidores que fizeram a aquisição com desconto chega a algo entre 74,5% e 109%. No Chase Manhattan, a estimativa é que a ação atingirá no período o preço-alvo de R$ 60,12, o que significa rendimento de 74,5%. Já a perspectiva do ING Investment Management é que o papel alcance cotação de R$ 72,00, com ganho ao investidor de 109%.
O cálculo do preço-alvo leva em conta os fundamentos da empresa, que, segundo analistas, indicam crescimento nos próximos anos. Vale lembrar que, caso ocorram alterações no cenário macroeconômico, esses preços poderão ser atingidos antes do prazo de 12 meses e por isso deverão ser revistos. Em uma virada do mercado, esses preços podem ser revistos para baixo.
O optante que não está habituado a aplicar em ações não pode esquecer que o mercado acionário está sujeito a oscilações. No caso dos fundos de ações da Petrobrás, a volatilidade pode ser ainda mais intensa, porque, ao contrário da maior parte dos produtos oferecidos pelas instituições, essas carteiras são compostas por apenas um papel e, com isso, o seu risco não é diluído, ficando totalmente atrelado ao desenvolvimento da empresa.
Fatores tão diversos como o crescimento econômico da Petrobrás e escândalos políticos no País podem alterar o desempenho da ação na bolsa. Outros itens importantes que podem influenciar o preço do papel e devem ser observados pelos aplicadores são a cotação do petróleo no mercado internacional e a expectativa de produção da Petrobrás, segundo o diretor de Administração de Recursos de Terceiros do Banco AGF Braseg, Kazuhiro Miyamoto.
Na opinião do gerente de Finanças da Socopa Corretora, Gregório Mancebo, o investidor não deve preocupar-se com a oscilação do papel em bolsa. Como o investimento nos fundos de Petrobrás é de no mínimo um ano e a perspectiva para 2001 continua sendo de bons resultados para a empresa, somente uma crise externa acentuada poderia afetar a valorização da ação. Mas essa não é a previsão para os próximos meses para o mercado internacional. Mancebo afirma ainda que o aplicador que acompanhar a variação do papel diariamente poderá desesperar-se e fazer o saque no momento indevido e, dessa forma, perder um melhor rendimento que a cota pode oferecer futuramente.

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