Petrobras não recua e gás terá aumento na região Sul
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quarta-feira, 24 de agosto de 2005
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Petrobras confirmou aumento de 13% no preço do gás natural da Bolívia, que será repassado às distribuidoras da região Sul do País. O reajuste, válido para a Compagas, Sulgás e SCGás, entrará em vigor a partir de 1º de setembro. Outros dois reajustes escalonados, previstos para novembro deste ano e janeiro de 2006, que deverá resultar num aumento total de 33% serão discutidos no mês que vem, em Florianópolis (SC).
Esse foi o resultado da reunião ocorrida, ontem, em Porto Alegre, onde a Petrobras discutiu com as distribuidoras de gás natural da região Sul do País, as formas de repasse do reajuste. A assessoria da Compagas antecipou que o reajuste não será transferido imediatamente para os consumidores. A distribuidora paranaense vai esperar o resultado das demais negociações para estudar o percentual de repasse.
A distribuidora descartou o repasse do aumento para os consumidores residenciais e comerciais, alegando que o consumo dessas categorias é pequeno. A incidência do reajuste vai recair mesmo sobre os segmentos industrial e veicular.
Hoje, dirigentes da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, industriais do setor de louças de Campo Largo e da Compagas, deverão participar, em Brasília, do Fórum Industrial Parlamentar Sul. Eles vão buscar apoio dos parlamentares, diante da ameaça de perda de competitividade para as indústrias do Sul do País, que utilizam o gás boliviano, em relação às indústrias das demais regiões do País, que utilizam o gás nacional. Dos atuais 7% de diferença no preço do gás, o índice passaria para 36%. Entre os assuntos que serão discutidos no Fórum estão os investimentos em infra-estrutura para viabilizar o abastecimento de gás natural para a região sul.
Investimentos - A Petrobras divulgou ontem nota reafirmando seu compromisso com o mercado brasileiro de gás natural, em uma tentativa de tranquilizar o mercado quanto ao abastecimento futuro. Segundo a empresa, o setor receberá investimentos de US$ 6,5 bilhões até 2010 - valor 150% superior ao estimado anteriormente -, além dos recursos destinados pela área de exploração e produção à busca de novas reservas.


