Petrobras minimiza reflexo de crise no Oriente Médio
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quarta-feira, 26 de setembro de 2001
Agência Folha<br> Do Rio 
O Brasil seria pouco afetado no caso de uma crise internacional em razão de um possível conflito armado no Oriente Médio, entre os países produtores de petróleo. A afirmação foi feita ontem pelo presidente da Petrobras, Henri Philippe Reichstul. Segundo ele, do total de 400 mil barris diários importados pela Petrobras, apenas 100 mil são importados do Oriente Médio. Os demais são procedentes da Nigéria, Angola, Argentina e Venezuela. ''Estamos em uma situação muito confortável'', afirmou.
Reichstul disse também que, após os atentados terroristas nos EUA, houve uma redução de 1% no consumo mundial de petróleo, o que corresponde a 800 mil barris diários a menos. Essa queda deve-se principalmente à crise que afeta o setor aéreo, que por sua vez deixa de consumir querosene de aviação, explicou ele. O presidente da Petrobras disse que o querosene de aviação já apresentou uma diminuição de consumo entre 20% e 30%. No entanto, o consumo do produto pode voltar a aumentar, em razão do inverno na Europa e EUA.


