Petrobras investiu US$ 634 milhões na plataforma
Curitiba Do tamanho de um prédio de 18 andares, comprimento equivalente a três campos de futebol e pesando 77 mil toneladas, o FPSO (sigla em inglês que significa sistema flutuante de produção) P-50 é um empreendimento colossal da Petrobras. Tem capacidade para processar 180 mil barris de petróleo e quatro milhões de metros cúbicos de gás pico de produção previsto para o terceiro trimeste de 2006 , por dia, além de estocar 1,6 milhão de barris em 22 tanques.
Localizada no campo de Albacora Leste, a unidade tem 16 poços dispostos numa área de 225 quilômetros quadrados, que guardam no subsolo uma reserva de 500 milhões de barris de óleo e 7,3 milhões metros cúbicos de gás, o que lhe confere uma vida útil de 25 anos. A P-50 é resultado de um investimento de US$ 634 milhões da Petrobras. Sua construção gerou 4,2 mil empregos diretos e mais 12,6 mil indiretos, devido a execução de cinco contratos que englobou a transformação do petroleiro Felipe Camarão, em Cingapura, até a integração do casco convertido em uma plataforma com os módulos montados em vários países no estaleiro Mauá-Jurong, em Niterói.
A energia dos geradores da unidade seria suficiente para atender uma cidade de 300 mil habitantes. Lá também é possível comportar 240 funcionários com conforto. O serviço de hotelaria inclui academia de ginástica, quadra de esportes, sala de vídeo e de leitura, piscina e sauna. A plataforma é também a primeira da Petrobras com sistema de tratamento de água de injeção com unidade de dessulfatação off-shore, que retira o sulfato (que causa incrustração) da água, antes dela retornar ao reservatório por meio dos poços injetores para manter a pressão de poços produtores e torná-los economicamente viáveis. (F.G.)





