Petrobrás impede alta na rede BR
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sexta-feira, 18 de abril de 1997
Agência Estado 
Arquivo FolhaJoel Rennó: Se ocorrer algum aumento, nós agiremosSALVADOR - O presidente da Petrobrás, Joel Rennó, desautorizou, ontem, na capital baiana, qualquer posto de combustíveis da BR Distribuidora a aumentar os preços da gasolina, álcool e óleo diesel em função de supostas alterações contratuais entre a estatal e os revendedores. Não há sentido em nenhum aumento dessa natureza e se, infelizmente, isso ocorrer então nós agiremos, declarou.
Ele explicou que 420 postos da rede de 7 mil da BR Distribuidora são alugados a particulares mediante participação na margem de revenda dos combustíveis. Por exemplo: ganhamos 10% sobre a margem de lucro do que se vende, disse. Em muitos desses postos esse índice cresceu: por essa razão houve o aumento automático na parcela destinada à Petrobrás, acrescentou.
Rennó foi a Salvador assinar protocolo de intenções entre a Petrobrás e a Copene para a instalação de uma Unidade para a Produção de Nafta e Óleo Combustível (UPN) no Pólo Petroquímico de Camaçari, uma espécie de mini-refinaria destinada a produzir prioritariamento nafta, matéria-prima básica do setor petroquímico. Pretendemos que se faça uma sociedade: Petrobrás minoritária, Copene majoritária, para a instalação dessa unidade, disse. A UPN deve produzir como subprodutos GLP e óleo combustível. O investimento previsto é de US$ 800 milhões.
Segundo Joel Rennó, o projeto baiano não inviabiliza a construção de uma outra refinaria no Nordeste. Ele informou, no entanto, que a Petrobrás não pretende construir uma nova refinaria sozinha, somente com associação com a iniciativa privada. Explicou que uma nova refinaria custa cerca de US$ 2 bilhões. Rennó disse que, com a aprovação no Senado da quebra do monopólio do petróleo, ainda a ser votada, será possível, a construção de refinarias por particulares, sem a participação do governo, o que no momento é proibido.


