Brasília - A Petrobras firmou ontem onze contratos com empresas para a construção e reforma de quatro plataformas marítimas de extração de petróleo, envolvendo recursos de R$ 6,3 bilhões. A solenidade foi realizada no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
As obras deverão gerar 42 mil empregos. O presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, destacou que os investimentos fazem parte do compromisso do governo de revitalizar a indústria nacional, em particular a indústria naval, capacitando-a para a construção de grandes estruturas para produção de petróleo.
Para Dutra, a presença forte de componentes nacionais nas unidades cumpre ''promessa de campanha'' do presidente Lula. Essa determinação, segundo ele, fez com que o corpo técnico da estatal cancelasse processos de licitações em andamento, viabilizando o crescimento da participação de componentes nacionais em todas as unidades e expandindo empregos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Bahia e Paraná.
A maior parte dos investimentos, cerca de R$ 4,9 bilhões, se destinará ao Rio de Janeiro, onde serão instaladas as três plataformas a serem construídas (P-34, P-51 e P-54) e uma quarta que será adaptada para operar como Plataforma de Rebombeio Autônoma (PRA-1).
Com investimentos de R$ 2,3 bilhões, a plataforma Petrobras-51 será a primeira semi-submersível inteiramente construída no Brasil. Esse feito, segundo a estatal, colocará o país na reduzida lista das nações com tecnologia para construção desse tipo de equipamento. Com 70% de conteúdo nacional, a unidade será construída em 38 meses e gerará 4.800 empregos. Quando operar a plena carga, no início do segundo trimestre de 2007, produzirá 180 mil barris de petróleo/dia e seis milhões de metros cúbicos diários de gás natural.
A plataforma P-54, a maior entre as quatro, envolve recursos de R$ 2,4 bilhões. Unidade do tipo flutuante de produção, armazenamento e transferência, terá capacidade de produzir 180 mil barris/dia de petróleo e seis milhões de metros cúbicos/dia de gás natural, podendo estocar até dois milhões de barris de petróleo.
Um módulo da nova Plataforma de Rebombeamento Autônoma (PRA-1), uma das quatro novas plataformas da Petrobras será construído em Pontal do Paraná, litoral do Estado. A PRA-1 será construída em três locais diferentes e depois unida no litoral da Bahia. No Paraná serão construídas as jaquetas e estacas pela empresa Techint.
A PRA-1 vai ser usada para escoar a produção das plataformas de produção de petróleo e gás natural. A construção vai acontecer em partes, segundo a Petrobras, pois a obra pode ser feita em locais menores. Três empresas diferentes venceram a licitação para a construção de cada módulo e uma quarta para unir todas as partes. A Petrobras informou que a PRA-1 vai custar R$ 1,34 bilhão, mas não informou o preço da parte paranaense.
O prazo máximo para que a PRA-1 fique pronta é 2006. Depois de montada, segundo a assessoria da Petrobras, ela vai para a Bacia dos Campos, no Rio de Janeiro, área onde ela pode auxiliar o escoamento da produção das plataformas P-52, P-55 e Módulo 34, do Campo do Roncador, P-51 e P-40, do Campo de Marlim Sul) e P-53, do Campo de Marlim Leste. (Colaborou Andréa Bordinhão/Equipe da Folha)

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