Petrobras estuda redução no preço de combustíveis
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terça-feira, 23 de setembro de 2003
Agência Estado 
Rio de Janeiro - A Petrobras está analisando uma redução no preço do óleo diesel. Segundo o diretor de abastecimento da estatal, Rogério Manso, há espaço para queda, devido à redução na cotação do petróleo no mercado internacional, mas a empresa ainda avalia se fará ou não o corte e se ele acontecerá ainda este mês ou nos próximos.
Manso informou ainda que a estatal vai reduzir os preços do querosene de aviação e da nafta petroquímica em torno de 10% no início do mês que vem. O óleo combustível já teve corte de 5,9% na segunda-feira. Sobre a gasolina, o executivo afirmou que o preço ficará como está. ''Não há espaço para uma redução no preço da gasolina'', disse.
Para o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE), porém, o preço da gasolina no Brasil está hoje 11% mais caro do que a cotação internacional, o que garantiria uma margem para redução. ''Com a queda no preço internacional do barril de petróleo está se anunciando uma boa fase para que a estatal faça o que podia ter feito em maio: reduza os preços dos combustíveis'', afirmou Pires. No caso do diesel, o consultor é ainda mais taxativo.
Cálculos do CBIE apontam que o combustível está 23% mais caro no Brasil do que no mercado internacional. ''Ainda estamos estudando se isso (a redução do preço do diesel) seria viável porque a tendência é de que o preço do diesel volte a subir nos próximos meses no mercado internacional, por conta da formação de estoques para o abastecimento durante o inverno no hemisfério norte'', informou Manso.
A alta dos preços é uma das causas da redução do consumo de combustíveis em 2003 - segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), as vendas de combustíveis registram queda acumulada de 7,2% até julho. ''Acredito que o preço tem influência nesta retração. Apesar de existir algum processo de substituição, no caso do gás de cozinha pelo gás natural, ele é lento e não seria suficiente para justificar o montante da queda atual'', avalia.
De fato, os números da ANP mostram que a retração nas vendas arrefeceu depois da redução dos preços nas refinarias no início de maio. No primeiro trimestre, a queda acumulada chegava aos 10%. Rogério Manso credita a queda do consumo de gasolina à concorrência com o gás natural veicular e ao aumento do porcentual de álcool na mistura vendida nos postos.


