Piracicaba - A Petrobras, maior empresa brasileira, e o Grupo Cosan, maior conglomerado sucroalcooleiro do País, iniciaram nas últimas horas uma série de conversas que pode alterar a estrutura logística de escoamento de álcool brasileiro para a exportação. Sérgio Machado, presidente da Transpetro, subsidiária de logística da Petrobras, e o diretor de logística portuária do Grupo Cosan, Carlos Eduardo Magano, almoçaram em Barra Bonita (SP), sede da Usina da Barra, maior produtora de açúcar e álcool da empresa.
A Cosan não comenta, mas tem planos para trazer próximo à unidade o início do álcoolduto previsto para ser construído da região centro-sul de São Paulo, às margens da hidrovia Tietê-Paraná, até Paulínia, para que o combustível seja escoado pelos portos de São Sebastião e pelo Rio de Janeiro.
O projeto intermodal tem investimentos previstos de US$ 315 milhões e inclui ainda o transporte de álcool pelo rio Tietê a partir de destilarias no Oeste de São Paulo, novo pólo sucroalcooleiro brasileiro. De acordo com os anúncios feitos desde no ano passado, o álcoolduto deveria nascer na cidade de Conchas, no início da hidrovia Tietê-Paraná, mas o próprio Machado admitiu hoje ''que isso é uma hipótese e que apenas o plano de investimentos e viabilidade irá definir a cidade de onde ele irá sair''.
Machado conheceu a estrutura portuária na hidrovia Tietê-Paraná, a qual o Grupo Cosan utiliza para transportar cana-de-açúcar até a usina. Ele afirmou que foi ''apenas'' o primeiro encontro com o Grupo Cosan e uma troca de impressões entre os dois lados.''Você não pede uma mulher em casamento no primeiro encontro'', relatou o presidente da Transpetro.
Uma fonte que esteve na reunião entre Machado e Magano relatou à Agência Estado que a Cosan vai ampliar as relações com a Petrobras porque realmente a empresa tem interesses na estrutura, mas teme o fato de o controle da logística ser estatal.

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