Petrobras e Comgás vêem entraves para uso do GNV em ônibus
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quarta-feira, 30 de outubro de 2002
Agência Estado 
São Paulo Apesar da rápida expansão das vendas do gás natural veicular (GNV) na capital paulista, a Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) e a Petrobras acreditam que existe ainda um importante obstáculo para a disseminação do combustível em um segmento considerado crucial nas grandes cidades: os ônibus. As duas empresas lembram que a lei municipal n.º 12.140, de 1996, que estabeleceu um cronograma gradativo para a conversão da frota municipal de ônibus, não vem sendo respeitada.
``A lei prevê a conversão de 5% anuais da frota de ônibus da capital, entre 1997 e 1998, e eleva este porcentual para 10% a partir de então, até chegar à conversão plena em 2008``, lembra o presidente da Comgás, Oscar Prietto. ``Nós temos hoje somente 250 convertidos ao gás natural, de uma frota total de 11 mil carros.``
A gerente regional de gás da Petrobras, Márcia Cerihal, acrescenta que a origem do programa de GNV no Brasil, nos anos 90, estava assentada na ``preocupação com o consumo de óleo diesel, que absorve divisas na importação de petróleo e que é altamente poluente``. Mas, com as dificuldades na disseminação do combustível entre caminhões e ônibus, o GNV acabou tornando-se alvo de carros menores.
Entraves - Em seminário realizado ontem pela Câmara Americana de Comércio de São Paulo (Amcham-SP), Prietto e Márcia salientaram que ``há problemas estruturais que impedem essa expansão`` - a começar pelo próprio preço do diesel, 40% mais barato do que o do GNV.
Além disso, os motores de ônibus desenvolvidos para o uso de GNV mostraram-se pouco eficientes havia perda significativa de potência conforme testes realizados no início dos anos 90, o que chegava a prejudicar o tráfego. Há ainda deficiências na ramificação da própria rede de distribuição, que não chega à periferia da capital, onde está a maioria das garagens de ônibus.


