Petrobras deve voltar a investir na Bolívia
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domingo, 09 de dezembro de 2007
Nicola Pamplona<br>Agência Estado 
Rio - A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Bolívia, nesta semana, pode representar importante mudança de rumos no mercado boliviano de gás após a nacionalização. Especialistas esperam que a Petrobras substitua a Petróleos de Venezuela (PDVSA) como principal parceira do governo Evo Morales no campo energético. Há um grande sentimento de insatisfação com a atuação da PDVSA no país, uma vez que não há ainda resultados concretos dos compromissos assumidos por Hugo Chávez em 2006.
O mercado espera que a Petrobras e a estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) assinem acordo semelhante ao feito com a PDVSA, com a criação de uma companhia mista para atuar na busca de novas reservas no país. Com os venezuelanos, a YPFB criou a Petroandina, cuja missão é investir na exploração e industrialização de petróleo e gás. Até hoje, porém, nenhum projeto saiu do papel. Com a suspensão dos investimentos privados, Chávez se apresentou como solução para a Bolívia.
''A Bolívia precisa urgentemente ampliar suas reservas, mas a parceria com a PDVSA não andou. Então, o governo decidiu mudar o tom com a Petrobras'', analisa o cientista político Gonzalo Chávez, da Universidade Católica Boliviana (UCB) de La Paz, lembrando que Evo também fez acordo com o Irã, sem grandes resultados. ''Um acordo com o Brasil neste momento será importantíssimo'', completa ele, lembrando que o país vive uma grave crise política e uma visita de Lula pode ser interpretada como sinal de apoio a Evo.
A Petrobras não antecipa os termos do acordo que deve ser firmado no próximo dia 17. Mas fontes do setor dizem que uma empresa com controle partilhada entre as duas estatais deve ficar responsável pela busca de reservas nas principais regiões petrolíferas do país.


