Rio de Janeiro - A Petrobras voltou a descartar ontem a redução no preço da gasolina comercializada no País, por entender que ainda não está configurado um novo patamar no preço do barril do petróleo no mercado externo, apesar das quedas verificadas nos últimos meses.
Segundo o diretor de Abastecimento da empresa, Paulo Roberto Costa, os preços do produto ainda continuam voláteis e com alterações bruscas. ''Se nós voltarmos a um passado recente, por volta de setembro e outubro, nós tivemos preços na faixa de US$ 78 o barril. Agora em dezembro e janeiro, os preços estão na faixa dos US$ 50 o barril. Então há uma variação aí de US$ 28 por barril, entre o valor máximo e o mínimo. Hoje, inclusive, ele já está em US$ 59. A volatilidade continua muito alta'', afirmou ele.
Na avaliação do diretor, a empresa não vê, no momento, a necessidade de haver ajustes, porque a estatal está praticando preços condizentes com o mercado internacional.

Gás boliviano - Costa disse também que a estatal espera manter até 2019 a atual política de preços do gás importado da Bolívia, conforme acertado em contrato. ''A posição da diretoria da Companhia é a de que o contrato tem uma fórmula de reajuste de preço - que varia de acordo com o preço do petróleo, de uma cesta de óleos combustíveis - que tem que ser respeitada e preservada. Esta é uma posição clara da Petrobras e de seus negociadores em reuniões que já mantivemos no Brasil e na Bolívia. Ele é muito claro e deve ser respeitado até o seu final, em 2019'', completou.
Na avaliação do diretor, não há qualquer motivo para que a fórmula seja desrespeitada. Atualmente, a Petrobrás importa cerca de 26 milhões de metros cúbicos de gás da Bolívia por dia - embora o contrato preveja a importação de até 30 milhões - e paga cerca de US$ 4 por milhão de BTUs (unidade térmica britânica, referência para medir o volume de gás).

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