São Paulo A Petrobras divulgou, na noite de anteontem, nota oficial criticando a atuação da Agência Nacional do Petróleo (ANP) na divulgação de dados sobre a descoberta de uma reserva pela estatal.
Segundo a Petrobras, em 11 de novembro de 2002, a estatal enviou à ANP a notificação relativa ao poço 1-SES-147, o primeiro a ser perfurado naquela área da Bacia de Sergipe-Alagoas. O documento informa que a Petrobras faria dois testes, em níveis diferentes de profundidade.
Somados, esses dois intervalos davam uma expectativa de descoberta de óleo de 300 milhões de metros cúbicos (aproximadamente 1,9 bilhão de barris) de óleo. Com base neste volume, projetou-se a possibilidade geológica da existência de uma reserva mínima da ordem de 60 milhões de metros cúbicos (370 milhões de barris) de óleo.
A estatal diz que durante a perfuração do poço verificou-se que apenas o intervalo superior revelava a presença de óleo. A perfuração do objetivo mais profundo resultou na constatação de ausência de óleo naquele intervalo e frustrou as expectativas iniciais, reduzindo ''drasticamente' a projeção. Em 17 de janeiro de 2003, a ANP foi notificada da segunda perfuração naquela área, em uma estrutura geológica adjacente (4-SES-149), com suas respectivas avaliações probabilísticas e expectativas.
Este segundo poço - onde foi constatada a presença de óleo -encontra-se em fase final de perfuração. A dimensão dos volumes descobertos ainda está em processo de avaliação. A notificação dessa descoberta foi feita à ANP no dia 6 de março de 2003, e recebida pela agência no último dia 10.

mockup