Rio de Janeiro - A Petrobras confirmou ontem que está comprando a Agip do Brasil, empresa do grupo italiano Eni que opera nas áreas de distribuição de combustíveis, gás de cozinha e lubrificantes. A operação, de US$ 450 milhões, foi aprovada pelo Conselho de Administração da estatal e leva a companhia à segunda posição no ranking de vendas de gás de botijão no País. Além disso, eleva a fatia da BR Distribuidora no mercado de combustíveis dos atuais 31% para 35%.
Depois do fechamento do negócio a empresa decidirá o que fazer com as marcas da Agip - Liquigás, Tropigás e Novogás na área de gás de cozinha, e Agip, Companhia São Paulo e Ipê no setor de combustíveis automotivos. Segundo a estatal, a operação representa ''um passo dos objetivos traçados.'' Um deles seria ampliar a presença nos mercados de gás de cozinha - hoje em torno de 0,5% - e na distribuição de combustíveis. A Petrobras adquire cerca de 1,5 mil postos de gasolina e 100 milhões de litros em capacidade de armazenagem de combustíveis, além de 25 unidades de engarrafamento de gás e 28 depósitos de botijões, que ampliam sua participação neste setor para 21,9%.
O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás (Sindigás) foi político ao comentar a compra. ''Acreditamos que a BR vá atuar com lisura neste setor, como já faz no mercado de combustíveis'', disse o superintendente-executivo Sérgio Bandeira de Mello. Segundo ele, a operação representa a saída de mais um investidor internacional do setor. Em 2003, a anglo-holandesa Shell vendeu operações com gás de cozinha para a Ultragaz, controlada pelo grupo nacional Ultra.

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