Até a semana que vem a Petrobrás irá divulgar os resultados dos testes que estão sendo feitos para exploração de gás natural em Palmital, região central do Paraná. Segundo Osvaldo Kawakami, gerente geral da exploração e produção do Sul, foi perfurado um poço no município e o teste irá apontar informações como tamanho da reserva e qualidade do gás.
Palmital é um dos três municípios da região central do Estado que a Petrobrás está fazendo perfurações para a exploração do gás natural. Os demais municípios são Pitanga e Mato Rico. Segundo Kawakami, foram feitos quatro poços na região para saber o tamanho da reserva de gás natural e as possibilidades de comercialização. Dois poços estão em Barra Bonita, distrito de Pitanga, onde foi constatada uma capacidade de produção de 150 mil metros cúbicos por dia (o suficiente para abastecer 7.500 residências por dia ou 5 indústrias de cerâmica). ‘‘Estamos com tudo pronto para fazer a comercialização deste gás encontrado em Pitanga, faltam os contratos com as empresas’’, afirmou Kawakami.
Em Barra Bonita, a Petrobrás já investiu 20 milhões de dólares para a exploração do gás e acredita que poderá investir muito mais. ‘‘Tudo depende das empresas interessadas neste gás’’, disse ele. Em Mato Rico, os estudos sobre a exploração do gás natural já começaram a ser realizados e deverão ser concluídos em setembro deste ano. ‘‘Precisamos saber o tamanho da reserva, antes de iniciarmos a exploração e comercialização do gás’’, salientou Kawakami.
O mais novo empreendimento, em Palmital, ainda não começou a ser estudado. As obras para a perfuração do poço foram concluídas na semana passada. ‘‘Temos a expectativa de conseguirmos boa captação do gás na região e temos estudos para a perfuração de novos poços em outros municípios’’, afirmou. Kawakami não quis adiantar quais os municípios que poderão ser explorados nos próximos meses.
O assessor técnico da Secretaria Estadual de Indústria e Comércio, João Percy Hohmann, disse ontem que os poços de Barra Bonita não são suficientes para a comercialização do gás natural nas principais regiões do Estado. De acordo com ele, a expectativa é em relação aos demais poços de exploração que estão sendo estudados. ‘‘Está difícil conseguirmos atrair indústrias para Pitanga por causa da falta de infra-estrutura, mas se tiver gás em quantidade grande, poderemos viabilizar a instalação de diversas pequenas empresas em toda a região central’’, garantiu ele.
A intenção é levar o gás natural, através de dutos, para as regiões norte e oeste do Paraná. ‘‘Tendo oferta e demanda, é só questão de fazer os contratos necessários’’, afirmou Hohmann.

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