Rio de Janeiro - A nova refinaria brasileira de petróleo, desejada por pelo menos 10 Estados e pivô de uma crise entre a Petrobras e o governo fluminense, ficará para a próxima década. Segundo a Petrobras, o consumo de combustíveis vai crescer menos do que o esperado e o País só precisará de mais uma refinaria depois de 2010.
Antes, a empresa previa a construção de uma nova planta até 2008, com investimentos de US$ 2 bilhões. De acordo com o planejamento estratégico da empresa, divulgado ontem, o consumo de combustíveis no Brasil chegará a 2,023 milhões de barris por dia em 2010.
Este volume é 7,3% inferior aos 2,2 milhões de barris estimados anteriormente. ''Pelas novas projeções de consumo, a nova refinaria só sai entre o final de 2010 e o início de 2011'', informou o presidente da estatal, José Eduardo Dutra.
Mesmo assim, a empresa incluiu o investimento em seu plano estratégico para o período entre 2004 e 2010. A Petrobras prevê gastar US$ 1 bilhão no projeto, cujas obras devem começar em 2007.
Isso significa que a estatal vai procurar parceiros para bancar metade do orçamento. Os recursos fazem parte dos R$ 11,2 bilhões em investimentos estimados para a área de abastecimento no período.
Há pouco mais de um ano, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) divulgou um estudo apontando a necessidade de duas novas refinarias no Brasil. A Petrobras se comprometeu a investir em uma unidade, com capacidade para cerca de 200 mil barris por dia. A notícia provocou uma corrida de governadores às portas da estatal, que tentavam atrair o projeto para seus Estados.
Segundo a Petrobras, a capacidade de produção diária de derivados de petróleo no Brasil vai crescer em 270 mil barris até 2010, apenas com investimentos nas refinarias existentes, atingindo 1,870 milhão de barris por dia.

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