Petrobrás aceita negociar e petroleiro suspende greve
Agência Estado
Do Rio de Janeiro
Os petroleiros suspenderam ontem a greve marcada para hoje e amanhã depois que a Petrobrás aceitou negociar uma nova contraproposta salarial para a categoria. Trabalhadores e dirigentes da estatal vão sentar à mesa na quinta-feira para iniciar uma nova rodada de conversas.
Os petroleiros reinvindicam reajuste salarial de 5,79%, reposição de 37,25% referente a perdas obtidas desde o início do Plano Real, em julho de 1994, e um aumento de produtividade de 24%. Já a estatal aceitava conceder apenas reajuste de 3,9% mais um salário base de abono. O diretor do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro, Mosar Queiroz, afirmou que a empresa não apresentou avanços nas cláusulas financeiras, mas aceitou discutir o aumento na jornada de trabalhadores nas plataformas da Bacia de Campos. Não vimos mudanças significativas, mas a FUP (Federação Única dos Petroleiros) decidiu analisar melhor a questão, disse Queiroz.
A última grande greve da categoria aconteceu em maio de 1995, quando os trabalhadores cruzaram os braços por 31 dias. Na época, houve problema de abastecimento nos postos de gasolina do País. Desde que recebeu o comunicado da FUP, que ameaçava realizar a greve, a empresa preparou estoque de combustível para evitar desabastecimento.
A maioria dos 36,5 mil petroleiros já haviam concordado com a paralisação antes de a Petrobras aceitar voltar à mesa de negociação.





