Se as instituições financeiras oferecem mais crédito, fazem isso com extrema prudência. Apesar dos números serem impressionantes, a inadimplência (considerando tudo que está vencido a mais de 90 dias) cresceu pouco no período: de 4,7% para 5,8%. A alta é justificada pelas aquisições via pessoa jurídica, saltando de 2,9% para 4% em dez anos, elevação de 37,9%. Porém, para pessoa física, a inadimplência caiu de 8,3% em junho de 2002 para 7,8% no mesmo mês deste ano, queda de 6%.
Para o economista Miguel José Ribeiro de Oliveira, os números dos maus pagadores derrubam qualquer argumento pessimista daqueles que não concordam com o aumento da oferta de crédito. ''O aumento das liberações só acontece de forma técnica e coerente pelas instituições financeiras. Este controle fez com que os índices permanecessem estáveis durante a década.''
Para o especialista, os empréstimos devem continuar acontecendo nos próximos anos, mas de forma um pouco mais moderada. ''Será contido, já que depois de um crescimento deste é natural um esfriamento. Mesmo assim, a Anefac projeta elevação de 15% ao ano'', complementa. (V.L.)

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