Pessimismo diminui e bolsa fecha em alta
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terça-feira, 06 de outubro de 1998
Agência Estado 
O mercado financeiro viveu um dia de menos pessimismo. Após a decepção com a morosidade das negociações em Washington e o temor de que a bancada oposicionista tivesse um crescimento expressivo no Congresso, analistas reavaliaram ontem o cenário político-econômico e concluíram que o saldo das eleições e das conversas com o FMI até que é positivo.
O volume negociado na Bovespa dobrou em relação a ontem, atingindo R$ 410 milhões e o índice da bolsa paulista fechou em alta de 3,49%, apesar do recuo do Dow Jones frente às máximas do dia. Em NY, a bolsa subiu apenas 16 pontos, ou 0,22%, para 7.742 pontos.
Segundo raciocinam investidores, o ajuste fiscal do governo precisa ser anunciado ainda nesta semana. E, no mais tardar na semana que vem, deverá sair o esperado pacote de ajuda do FMI ao Brasil. Entretanto, o próprio secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Martus Tavares, disse com todas as letras, após a reunião da CCF, que estas medidas só saem na semana que vem. Mas nesse horário, o mercado já estava fechado.
No plano político, refeitas as contas, o mercado concluiu que o governo manterá maioria confortável no Congresso. E notou que houve, segundo estes observadores, uma mudança qualitativa na composição do Congresso, como por exemplo, a perda de vagas por parte do PPB e a melhora do PFL.
No quesito fluxo cambial, o ingresso de dólares internalizados pela Tractebel ontem, referentes a parte do pagamento da Gerasul - estima-se algo próximo a US$ 400 milhões - impediu uma perda maior de reservas ontem, o que sempre é um alívio.


