Pessimismo com Previdência puxa queda de 1% do Ibovespa
Subiu
Petrobras
Desceu
Itaú Unibanco
Estrangeiros fecham sessão como principais vendedores
A desesperança dos investidores de ver a reforma da Previdência aprovada neste ano provocou uma nova rodada de ordens de venda na bolsa brasileira neste último dia de novembro. O Índice Bovespa ignorou as altas das bolsas de Nova York e fechou nesta quinta-feira, 30, com queda de 1,00%, aos 71.970,99 pontos Com esse resultado, encerrou novembro com uma queda acumulada de 3,15%. Os investidores estrangeiros foram os principais vendedores de ações no pregão. Até o último dia 28, o saldo líquido dos investimentos de estrangeiros na bolsa em novembro era negativo em R$ 2,393 bilhões. No ano, o fluxo de capital externo está positivo em R$ 10,555 bilhões.
Papéis de financeiras têm realização de lucros e caem
Entre as ações que compõem o Ibovespa, as quedas mais significativas ficaram novamente com os bancos, com peso superior a 25% da carteira. Além de serem papéis líquidos, outra explicação para a queda insistente dessas ações é que acumulam "gordura" significativa no ano, o que favorece a realização de lucros. Itaú Unibanco PN caiu 1,46%, mas acumula ainda ganho de 25,45% em 2017. Bradesco ON recuou 1,04% no dia, com alta de 15,90% no ano. As ações da Petrobras enfrentaram volatilidade, seguindo influências internas e a instabilidade dos preços do petróleo no mercado internacional. Ao final dos negócios, os papéis subiram 0,25% (ON) e 0,33% (PN).
Dólar encerra com maior alta desde início de novembro
A sessão foi marcada pela alta acentuada do dólar. Mesmo depois de encerrada a disputa pela formação de preço da Ptax de novembro, que fechou o mês cotada a R$ 3,2616 (+1,49%), as pressões sobre a moeda americana não cessaram. O patamar mais elevado intraday foi de R$ 3,2890 (+1,59%) à vista e R$ 3,2980 (+1,26%) para o negociado para janeiro de 2018. Depois de terem atingido as máximas, a divisa desacelerou o passo e o dólar à vista fechou com alta de 1,00%, a R$ 3,2701. Foi a maior variação desde o último dia 3. No entanto, no acumulado do mês, fechou estável, com queda de 0,05%. O giro da sessão de quarta-feira foi de US$ 2,213 bilhões.
Taxas de juros sobe no longo prazo e cai no curto
O pessimismo sobre as chances de aprovação da reforma da Previdência continuou pesando também sobre a curva de juros, cujas taxas de longo prazo voltaram a fechar em alta. Os contratos de curto prazo, por sua vez, terminaram com taxas em leve queda. No fim da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 7,11%, de 7,13% no ajuste de quarta-feira, e a do DI para janeiro de 2020 subiu de 8,41% para 8,47%. A taxa do DI para janeiro de 2021 avançou de 9,33% para 9,38% e a do DI para janeiro de 2023, de 10,19% para 10,28%. A percepção é que não haverá tempo hábil neste ano para a votação do texto na Câmara.





