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Especialistas e o próprio Procon não apontam opções alentadoras para que o consumidor se proteja da cobrança de exageradas taxas de juros, seja na compra a prazo de produtos no comércio, seja na utilização do cheque especial: sugerem uma pesquisa antes de qualquer decisão.
No caso dos juros do cheque especial, por exemplo, o matemático-financeiro José Nicolau Pompeo garante que, em certos casos, os juros são maiores do que aparentam. São todos os custos embutidos nos juros, como Taxa de Abertura de Crédito (TAC), tarifas pela emissão de folhas de cheque e outros que podem ser considerados juros indiretos, afirma. Ele recomenda, portanto, que o consumidor tente negociar pelo menos a redução do custo desses serviços, enquanto não consegue negociar a redução dos juros.
No caso do crediário, a técnica Dinah Barreto, da Fundação Procon, comenta que, quanto mais longo o contrato de financiamento, mais riscos o consumidor corre. Ela aponta, no entanto, que muitas vezes o problema é a falta de organização doméstica do consumidor. Ele entra em um financiamento sem fazer nenhuma previsão de como irá pagá-lo.





