A cotação do dólar recuou semana passada, mas isso não significa que acabaram os riscos de bruscas oscilações de preços nos próximos dias. Quem tem viagem ao exterior programada e aposta na queda poderá ser favorecido financeiramente se adiar a compra da moeda ou até a data do embarque, diz o matemático José Dutra Vieira Sobrinho.
De todo modo, quem precisa comprar a moeda agora deve saber como está funcionando esse mercado.
Na semana passada, os bancos unificaram a cotação do dólar comercial e do flutuante, mas apenas nas operações interbancárias e com o Banco Central. Na venda da moeda norte-americana aos clientes, as instituições mantiveram as cotações diferenciadas e, em geral, mais altas que as do comercial.
Com a cotação do dólar mais acomodada, os bancos também passaram a definir uma cotação fixa para o dia. Antes, com o mercado agitado, as cotações eram revistas várias vezes ao longo do dia.
Segundo operadores do Banco do Brasil, nesse segmento de câmbio, as instituições trabalham com ganho largo entre o preço de compra e o de venda da moeda, o que elimina o risco do negócio e a necessidade de alterações constantes nas cotações quando o mercado está menos tenso, como agora.
Entre os bancos, os preços do dólar variam muito. Por isso, é importante pesquisar cotações em várias instituições antes da compra.

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