Há uma década era difícil encontrar um consumidor de produtos diet. A oferta de produtos era escassa e o sabor não agradava à maioria das pessoas. Hoje, essa visão mudou e a prova é o crescimento do setor, de 30% ao ano. Com tecnologias mais avançadas e custo de produção menor, as indústrias investiram em pesquisas. Foram encontradas novas alternativas de aditivos e adoçantes e, com isso, surgiram novas combinações.
''A combinação destes novos aditivos com outros componentes tornou o sabor mais agradável e também houve investimentos na formulação de novos produtos'', disse Carlos Eduardo Gouvêa, presidente da Associação Brasileira de Indústrias de Alimentos Diet, para Fins Especiais e Alimentos Suplementares (Abiadsa). Como exemplos do desenvolvimento de novas fórmulas, ele cita o chocolate e os refrigerantes, que atualmente têm um sabor mais agradável do que o conseguido anos atrás.
O mercado respondeu favoravelmente à essas mudanças. Gouvêa cita o exemplo da indústria de refrigerantes. Segundo ele, há dois anos, do total de produção da Coca-Cola (uma das maiores indústrias de refrigerantes do País) 8,3% era de refrigerantes diet/light. Atualmente, esse índice é de 10,5%.
No entanto, fatores como a obesidade e a incidência da diabetes também influenciam no crescimento do mercado. Segundo estimativas, um em cada dois brasileiros faz regime em algum momento da sua vida e, pelo menos, 20% das crianças estão obesas. Além disso, a incidência mundial de diabetes está crescendo.(F.M.)

mockup