Pela primeira vez, o presidente da International Seel Testing Association (ISTA), entidade mundial que permite o comércio internacional de sementes, esteve participando de um congresso realizado no Brasil. Isso mostra o índice de qualidade alcançado pelas pesquisas realizadas no País nesse campo, disse o pesquisador da Embrapa-Soja, Ademir Henning.
O presidente da ISTA, Norbert Leist, participou ontem do início dos trabalhos do 12º Congresso Brasileiro de Sementes, que se realiza até quinta-feira, no Centro de Conveções de Curitiba. Estão sendo apresentados 556 trabalhos, o que demonstra o salto de qualidade nas pesquisas de melhoramento genético das sementes. São mostradas novas variedades, adaptadas às diversidades de climas do País, que permitem a melhoria da produtividade agrícola, avaliou Henning.
Ele citou como exemplo, o salto em qualidade nas lavouras de soja em função das sementes, cujas variedades se adaptaram ao clima brasileiro. Henning destacou que a semente de soja é originária da China, de regiões de clima temperado. No Brasil, a cultura é cultivada até em regiões tropicais e subtropicais do País, como as novas fronteiras no Maranhão e no Piauí.
Com a ampliação das novas fronteiras agrícolas para a soja, a Associação Brasileira de Produtos de Soja (Aprosoja) estima que o Brasil estará produzindo 50 milhões de toneladas do grão até 2006. Na safra passada, foram produzidas 37,2 milhões de toneladas. Esse crescimento se dará em função da incorporação de tecnologia que impulsiona o aumento da produtividade. Há dez anos, a produtividade média nacional era de 1.731 quilos por hectare e hoje, a produtividade média é de 2.763 quilos por hectare, um aumento de mais de 1 mil quilos por hectare.
De acordo com o pesquisador, a semente é o veículo que leva toda a informação de pesquisa e tecnologia para a planta. Ele destaca os trabalhos de pesquisa desenvolvidos por universidades e órgãos de pesquisa brasileiros, que integram um programa de tecnologia de sementes. A importância para o grau de tecnologia das sementes no País começou em 1975, com a adoção do Programa Nacional de Sementes, por parte do Ministério da Agricultura. O Ministério enviou cerca de 40 técnicos à Mississipi State University (EUA), que estruturaram o programa.

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