Criado em 1972, de 1980 para cá o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) tem importante participação com suas variedades na produção paranaense. Só para se ter uma idéia, nas safras de 2001/02 e 2002/03, a participação das variedades de de algodão lançadas pelo Iapar eram utilizadas entre 40% a 60% da área plantada. A participação das variedades do arroz sequeiro chegou a 70% nas duas safras. Assim como a área de trigo que em anos anteriores chegou perto de 70% hoje ocupa 30% das variedades.
Mas não é só isso. Os benefícios das inovações tecnológicas de uma forma sistêmica trouxe resultados positivos, onde se verifica um incremento da produtividade das culturas no período de nove anos (1994 a 2003). O algodão, por exemplo, teve taxa média anual de crescimento da produtividade neste período em 5,22%. O arroz (sequeiro) em 2,05%; o milho chegou a 6,17% e o café a 11,25%.
De acordo com os pesquisadores, os benefícios que o Estado tem com as pesquisas do Iapar não se restrigem a esses números. Apesar da crise, o órgão tem tido relevante atuação em diferentes áreas do conhecimento, o que pode ser ilustrado pela participação de seus pesquisadores num elenco de 20 Grupos de Pesquisas catalogadas no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq. Destaque para o reconhecimento em âmbito nacional e internacional no manejo e conservação de solo e da água, incluindo o desenvolvimento de tecnologias para a prática de Plantio Direto.
Desde o lançamento de sua primeira variedade (trigo Iapar 1 Mitacoré, em 1980), foram desenvolvidas outras 120 varideades de trigo, feijão, milho, algodão, café, laranja, arroz entre tantas outras culturas. Também se destaca o desenvolvimento das variedades de café próprias para o cultivo no estado, a viabilização técnica da agricultura na região do Arenito (Noroeste do Estado) por meio de um sistema de integração lavoura-pecuária. As pesquisas também viabilizaram a citricultura no Noroeste do Estado e a implantação do programa de pesquisa de agricultura orgânica e levantamento de demandas e soluções tecnológicas específicas ao segmento da agricultura familia. Também merece destaque a coordenação do Projeto Genoma Café, representando o Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café em conjunto com outras instituições. (V.B.)

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