O interessado em adquirir um plano de previdência privada deve fazer uma ampla pesquisa sobre as opções oferecidas pelo mercado atualmente. Mais importante ainda é conferir a saúde financeira e a tradição da empresa no mercado para depois aderir ao plano. Em geral, o conceito de todo plano é o mesmo, mas existem muitos detalhes que devem ser levados em conta na hora de escolher com qual empresa vai trabalhar.
Convém ponderar sempre algumas variáveis e certificar-se, no final, sobre qual plano poderá atender melhor às suas expectativas. Por exemplo, algumas administradoras cobram taxa de administração relativamente alta, mas garantem melhores rendimentos para o fundo dos seus cotistas. Outras podem até oferecer o melhor rendimento, mas, muitas vezes, deixam de acrescentar importantes benefícios adicionais, como pecúlio ou seguro-educação, por exemplo. É bom informar-se também sobre o critério de remuneração adotado para o dinheiro depositado pelo participante no fundo.
Opções A Prever, por exemplo, oferece renda mensal vitalícia mediante uma contribuição mensal definida. Além disso, dispõe de alguns benefícios adicionais, como pecúlio em caso de morte do titular, e outros apenas opcionais, como pensão para o beneficiário escolhido. Cobra uma taxa administrativa que varia de 5% a 10% e repassa para o fundo do cotista a metade dos rendimentos das aplicações que excederem a TR mais juro de 6% ao ano, mínimo obrigatório.
A Vera Cruz, por sua vez, não cobra taxa de administração e repassa 75% da diferença entre a rentabilidade mínima (TR mais 6%) e a obtida na carteira de investimentos.
Para o diretor-financeiro da AGF Previdência Privada, Egydio Zeppelini, não é descartável levar em conta o porcentual do repasse, mas o mais importante na hora de escolher o plano é observar o histórico de rentabilidade da carteira e, sobretudo, a trasparência dos seus investimentos.

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