O que em princípio pode parecer cansativo e desnecessário é, na verdade, o melhor caminho para economizar. Com uma boa pesquisa de preços em mãos, o consumidor pode conseguir milagres na hora de comprar um produto e sair da loja com sobra de dinheiro. A medida vale tanto para bens duráveis - eletrodomésticos, automóveis - como para itens de primeira necessidade - alimentação, vestuário.
''Qualquer compra precisa ser planejada. O consumidor precisa pesquisar para encontrar o lugar que ofereça as condições mais vantajosas'', disse a economista Maria Eduvirges Marandola, professora de economia do Centro Universitário Filadélfia (Unifil).
Quem faz pesquisas, na opinião dela, sempre consegue negociar o preço final do produto, mesmo que a forma de pagamento seja a parcelada. ''Se não tem o dinheiro todo para comprar o bem, o consumidor pode negociar, dando uma entrada e divindo em duas ou três parcelas, mas pedindo que não seja cobrada a taxa de juros. Se a loja não fizer isso ele tem o direito de procurar outra'', frisou a professora.
Se a compra for à vista, então, o poder de negociação é ainda maior. Quando se usa essa modalidade de pagamento, conforme Eduvirges, a pessoa pode pechinchar e conseguir ótimos descontos. ''O mercado está ávido a vender e o consumidor tem o poder de barganha. Antigamente isso era muito usado, mas agora os jovens não fazem mais'', lembrou. A professora sugere que a pesquisa seja feita, pelo menos, em três estabelecimentos. ''Só assim a pessoa vai saber qual o preço de mercado do produto'', enfatizou.
Outro detalhe que o comprador precisa analisar antes de efetuar o negócio é se existe a real necessidade do produto. É muito comum, segundo a economista, consumidores adquirirem um produto sem ter a necessidade dele e ainda pagar a prazo. O ideal, seria esperar um pouco, juntar o dinheiro e pagar à vista. ''Tem muita gente que acha que ter um produto é sinal de 'status', mas às vezes compra o produto parcelado, compromete o orçamento familiar e não consegue pagar as prestações'', ressaltou. Além disso, ela lembra: ''não existe uma boa compra feita por impulso''.
Até mesmo as compras de alimentos ou qualquer outros itens de primeira necessidade precisam ser feitas com bom senso, segundo a economista. É preciso analisar em qual supermercado será efetuada a compra e ficar atento às mudanças de preços. ''Algumas vezes o estabelecimento coloca em promoção alguns produtos, mas é bom que o consumidor lembre qual era o preço anterior para ver se o item realmente está mais barato'', aconselhou. Se o preço estiver bom, outra sugestão da professora é que o consumidor, se tiver uma reserva de dinheiro, compre mais unidades do item para deixá-lo guardado.

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