Cerca de 4 mil pessoas, entre pesquisadores e cientistas de 80 países, estão reunidos em Foz do Iguaçu para apresentar projetos e discutir novidades relacionadas ao estudo dos insetos e a proteção da biodiversidade. O 20º Congresso Internacional de Entomologia está sendo realizado no Centro de Convenções, até sábado. No total, estão previstos 274 simpósios e 18 conferências em plenário.
O conselho que promove e organiza o evento, realizado a cada quatro anos, escolheu o paranaense Décio Luiz Gazzoni para presidir a edição 2000. Engenheiro agrônomo da Embrapa em Londrina, Gazzoni disse estar satisfeito com a quantidade de inscritos (3.830 até a tarde de ontem). ‘‘O Brasil tem muito o que mostrar neste congresso, principalmente em relação ao controle biológico em diversas culturas como o arroz, trigo, milho, feijão e soja’’, comentou Gazzoni, destacando ainda o uso crescente de vírus, fungos e nematóides no controle de pragas, em substituição aos produtos químicos tóxicos.
Ele lembrou também os dois principais assuntos discutidos no meio científico nacional: as plantas transgênicas (com modificações genéticas) e a imposição de limites quanto a exploração de plantas e insetos de nossas matas. ‘‘Além da importância da biodiversidade no sistema natural, ela passou a ter um peso econômico muito forte, principalmente na área de alimentos e remédios.’’
Ele citou como exemplos a Floresta Amazônica e também o Parque Nacional do Iguaçu. ‘‘Se percorrermos este parque, pode ter certeza que encontraremos muitos princípios ativos que de extrema utilidade ao ser humano’’, disse.

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