Curitiba - Técnicos da unidade de soja da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pesquisadores de universidades estiveram ontem no Porto de Paranaguá conhecendo o proceso de certificação de produtos agrícolas que chegam ao terminal para exportação. O processo, que analisa os grãos e o farelo de soja desde a sua chegada até o embarque nos navios, vem sendo aplicado no porto desde março, apesar da reclamação de operadores de terminais de carga e produtores.
Segundo Henrique Victorelli Neto, presidente do Instituto Genesis de Certificação (IGCert), responsável pela fiscalização, o objetivo da apresentação de ontem foi mostrar o andamento do processo de classificação de produtos, iniciado há dois meses.
''O trabalho vem despertando interesse de pesquisadores e por isso resolvemos fazer esse seminário'', explica. Ele conta que o trabalho de análise de toda a soja que chega ao porto consiste em descobrir se o produto está de acordo com as normas de qualidade para que recebe o ''Selo Qualidade Paraná''.
O problema é que a auditoria na soja vem gerando reclamações. Isso porque o IGCert cobra uma taxa de R$ 1,03 por tonelada analisada. A Federação da Agricultura do Paraná (Faep) já manifestou que o valor pode interferir indiretamente no preço da soja. Além disso, empresas que operam no porto, que são as responsáveis pelo pagamento, estão tentando na Justiça o direito de não pagar a taxa.
Victorelli Neto, por sua vez, afirma que o valor cobrado para a classificação da soja no porto não deve interferir no preço final do produto. ''Pelo contrário. Analisando-se a relação custo-benefício, a clasificação compensa. Cada vez mais os compradores buscam segurança alimentar e o selo é uma garantia disso'', justificou.

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