Pesquisador vê problema educacional
Na Era da Informação, a falta de qualificação resulta em dificuldade de se entrar no mercado de trabalho. A opinião é do pesquisador Marcelo Antonio, chefe do Núcleo de Pesquisas Periódicas do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), que cita a necessidade de políticas públicas para fazer com que o jovem entenda a importância da escola para o futuro.
Antonio acredita que a menor natalidade faz com que a região Sul tenha menor concentração de jovens de 19 a 24 anos que não trabalham, não estudam e não procuram emprego em relação ao restante do País. "A grande maioria desse grupo são mulheres com filhos e donas de casa e sabemos que essas taxas no Sul e no Sudeste são menores do que em outras regiões", conta.
Ele considera que o crescimento da renda do trabalhador nos últimos anos explique por que houve aumento da quantidade de jovens inativos, mas diz que não há compreensão sobre a importância da qualificação. "Houve melhora no índice de escolaridade nos últimos anos, mas os jovens não têm grandes expectativas para o futuro e se acomodaram em relação à educação."
Para o pesquisador, é preciso criar políticas públicas para minimizar esse impacto, principalmente entre a população mais pobre e com menor escolaridade. Ele vê esse grupo sem a percepção de que precisará de emprego em cinco anos e que precisa se preparar. "Quem não se qualificar vai pagar caro no futuro, porque o Brasil precisará ainda mais de mão de obra especializada nos próximos anos." (F.G.)





