O supervisor do escritório do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no Paraná, Cid Cordeiro, viu com otimismo a pesquisa CNI/Ibope. Segundo ele, em duas décadas os avanços foram expressivos.
''Se olharmos os anos 90, o acesso era bem mais restrito aos bancos com imposição de alta renda média e saldo bancário baixo. Essa situação começou a se inverter a partir de 2003 com o surgimento do crédito consignado. Naquele ano, o crédito representava 15% do Produto Interno Bruto (PIB). Hoje, representa 50%'', explificou. Reflexo deste aumento pode ser observado no aumento da renda do brasileiro. ''Entre 2000 e 2010, a renda do brasileiro teve um crescimento real de 6%.''
Porém, o economista reconhece que muita coisa ainda precisa ser feita para diminuir o índice de pessoas excluídas dos serviços bancários, que hoje chega a 36% da população brasileira. ''Evidente que precisamos avançar mais e isso só vai acontecer na medida que tiver maior formalização do trabalho, continuidade do crescimento da renda das pessoas e escolarização. Tudo está intrínseco'', avaliou. (D.M.)

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