Pesquisador cobra mais investimentos em tecnologia
Brasília - Segundo João Alberto de Negri, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ''a China competirá com o Brasil em produtos de média complexidade tecnológica'' nos próximos anos, por isso é necessário maior investimento do governo e da iniciativa privada em inovação tecnológica. ''O que protege a empresa é o conhecimento. As empresas deveriam investir 1,5% do faturamento em pesquisa, mas hoje destinam apenas 0,7%. O governo deveria criar fundos públicos a juro zero para financiar a inovação nas empresas.''
Principal produtora mundial de ônibus, a Marcopolo investiu em veículos adaptados à cultura árabe e de outros países para ampliar o número de clientes. A empresa simboliza o tipo de produto brasileiro que ganha espaço internacional, manufaturados de média complexidade. ''Não pensem que exportamos ônibus para países ricos, lá a gente não entra. O nosso negócio é onde tem pobre'', disse o presidente da empresa, José Antonio Fernandes Martins.
O presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, diz que a instituição possui um número maior de linhas de financiamento para a exportação de produtos semimanufaturados para o exterior porque isso é um ''reflexo do desenho do mercado''. ''Claro que o Brasil precisa desenvolver a capacidade de vender produtos avançados para mercados desenvolvidos. Não necessariamente devemos nos acomodar com isso (venda de semimanufaturados). É como time de várzea, devemos pôr tudo o que temos em campo'', afirmou o executivo. (I.D./Folhapress)





