Pesquisador americano destaca potencial do BR
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quinta-feira, 05 de fevereiro de 2004
Cláudia Barberato<br> Reportagem Local 
O Brasil tem grande vocação como produtor de alimentos para abastecer o resto do mundo; tem tecnologias de produção e produtividade, mas precisa melhorar a logística de transporte de grãos para garantir a viabilidade das exportações e ampliar seus negócios no mercado externo. A opinião é do pesquisador americano Normam Bourlaug, prêmio Nobel da Paz, em 1970, que participou ontem do Seminário Técnico do Trigo em Londrina.
Segundo Borlaug, a tendência, daqui para frente é um aumento na demanda mundial de alimentos e muitos países já não têm mais fronteiras para expandir a produção. Nisso o Brasil leva vantagens.
Normam, que já esteve no Brasil em 1995, se diz um admirador da agricultura brasileira. Segundo ele, nos últimos 50 anos não só o Brasil, mas outras regiões do mundo se tornaram eficientes na produção de alimentos. O problema é que falta poder aquisitivo para a distribuição correta de toda a produção. Pessoas que vivem hoje em países subdesenvolvidos não têm poder aquisitivo para consumir.
No Brasil, o pesquisador destaca com entusiasmo os cultivos em regiões de terras mais fracas, como os Cerrados, em sistema de plantio direto. Tanto que depois de Londrina deverá visitar algumas regiões no Centro-Oeste. No Paraná ele já viu o plantio direto feito na região de Ponta Grossa e deverá conhecer a agricultura das terras arenosas do Noroeste do Estado.
Segundo o presidente da Fundação Agrisus, Fernando Penteado Cardoso, que está acompanhando o pequisador americano, a visita ao Brasil engloba também regiões de Minas Gerais, Brasília e São Paulo, e será encerrada no dia 12 de fevereiro com uma palestra na Escola Superior de Agricultura (Esalq) em Piracicaba (SP). O tema será Da Revolução Verde à Revolução do Gen - Nosso Século 21.
A Agrisus, de acordo com Cardoso, é uma entidade que financia educação, pesquisa e extensão da agricultura sustentável e a fertilidade do solo. No Paraná, segundo ele, a fundação tem financiado eventos sobre o assunto. O último deles foi em julho do ano passado em Foz do Iguaçu que tratou de agricultura sustentável.
Em Londrina, o pesquisador Borlaug, também visitou o Instituto Agronômico do Paraná e a Embrapa Soja. Ele se reuniu com pesquisadores e mostrou interesse pelas novas cultivares de soja. Além disso, visitou as casas de vegetação e o laboratório de biotecnologia vegetal.


