A Associação das Micros e Pequenas Empresas de Cascavel (Amic) iniciou esta semana um levantamento junto aos empresários filiados, para apurar o volume de cheques devolvidos, com o respectivo banco, valor, motivo da devolução e data de emissão. A pesquisa poderá dar condições aos empresários para evitar receber cheques dos bancos com maior registro de devoluções.
De acordo com o presidente da entidade, Othmar Rempel, o objetivo desta pesquisa é levantar o perfil dos cheques que são devolvidos pelos bancos, e a partir desses dados ''queremos sensibilizar e chamar a atenção das administrações e gerências das instituições financeiras para a necessidade de adotarem critérios mais rigorosos para abertura de contas-correntes e liberação de talões de cheques''.
O presidente da Amic justifica a iniciativa afirmando que o volume de cheques ''voadores'' na praça é considerado ''altíssimo''. ''Esta é uma questão que preocupa o empresariado há muito tempo em Cascavel, e vem resultando em enormes prejuízos e transtornos a quem recebe cheques'', acrescentou.
Para Othmar, se por um lado as empresas também devem adotar medidas de cautela nas vendas com recebimento de cheques, especialmente quando se trata de pré-datados com pagamentos mais elásticos, por outro ''tem ficado evidente que os bancos devem agir com maior rigor nos cadastros das pessoas que vão abrir contas-correntes e solicitar talões de cheques''.


Othmar informou que a Amic deverá concluir esta primeira amostragem no final de dezembro. ''Em janeiro queremos divulgar o resultado desta primeira pesquisa, que a partir daí passará a ser feita e divulgada mensalmente, revelando quais os bancos que mais devolvem cheques na praça de Cascavel'', disse Othmar.

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