Pesquisa sobre frutas transgênicas é incipiente
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segunda-feira, 06 de dezembro de 2004
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Comissão Técnica de Fruticultura da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) está interessada nos estudos sobre a transgenia em frutas. Ainda em fase experimental, os estudos estão sendo realizados em cítricos, mamões, maçãs, bananas, laranjas e marmelo. De acordo com a professora do Departamento de Fitotecnia da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal de Pelotas (RS), Márcia Wulff Schuch, os trabalhos de transgenia estão sendo desenvolvidos com o intuito de tornar as frutas resistentes a fungos, bactérias, vírus e insetos.
''Os estudos não estão tão avançados porque temos que analisar todo o processo produtivo de uma fruta. E até que a planta cresça e dê frutos que possam ser analisados temos um período de demora de cinco a seis anos'', explicou a professora. Em outras localidades os estudos estão avançados. No Hawaí, por exemplo, já estão sendo produzidos e exportados mamões transgênicos para o Canadá.
Uma das dificuldades na pesquisa brasileira é a falta de interesse econômico por parte dos governos federal e estaduais, que não incentivam os trabalhos científicos. ''Apenas interessa investir em estudos de canola, trigo, algodão e soja transgênicos'', analisou a professora.
Além das frutas transgênicas, os fruticultores analisaram a Campanha Estadual de Rotulagem e Embalagem, que está na segunda etapa. A campanha tem como meta melhorar a qualidade dos produtos expostos em feiras livres e supermercados em todo o Paraná. Os órgãos envolvidos na rotulagem e classificação dos produtos já capacitaram em 68 palestras mais de 4,2 mil pessoas em todo o Paraná. Três cursos de formação estão sendo realizados no intuito de formar classificadores que vão fiscalizar os produtos embalados no Estado. Até julho, cerca de 200 classificadores estarão formados e certificados pela Central Estadual de Abastecimento (Ceasa).
A campanha iniciou em setembro, mas os resultados ainda não são os esperados. ''Estamos caminhando, mas falta muito para que o consumidor possa ter confiança nos produtos comprados, em qualquer município paranaense'', destacou o diretor-técnico da Ceasa, Manoel Lopes de Andrade Júnior. Até hoje, o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) visitou 20 unidades de venda de frutas no Paraná (Curitiba, Londrina, Cascavel, Maringá e Foz do Iguaçu) e notificou 80 comerciantes com autos de infração por irregularidade no peso ou falta de rótulos.
O Ministério da Agricultura fez quatro visitas de orientação e notificou 38 comerciantes de Foz do Iguaçu por conta da qualidade do produto não estar adequada. Já a Vigilância Sanitária, que deveria cuidar do condicionamento dos produtos em caixas adequadas, fez apenas duas visitas no Paraná. Ainda restam outras duas etapas da campanha que serão implementadas em janeiro e em março, quando todo o Paraná deverá ser intensamente fiscalizado.


