Além de mostrar o desenvolvimento regional, a pesquisa, feita pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), serve como parâmetro para governantes atraírem investimentos empresariais. ''Principalmente as multinacionais levam em consideração a oferta de serviços na região, como saúde e educação, para atender seus funcionários e diretores que venham a trabalhar no local'', diz o diretor de pesquisa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Julio Suzuki.
As variáveis consideradas na pesquisa sobre emprego e renda tratam da geração e estoques de vagas formais e salários médios. No caso da educação, são taxas como matrículas, abandono, percentual de docentes com curso superior e resultado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). No caso da saúde, são observados mortes infantis, por causas mal definidas e número de consultas de pré-natal.
Atrás apenas do estado de São Paulo, que ficou com nota 0,8940 em uma escala de 0 a 1, o Paraná teve índice de 0,8427, à frente de Santa Catarina (0,8261), Rio de Janeiro (0,8230), Minas Gerais (0,8197) e Rio Grande do Sul (0,8190. ''O Paraná supera Rio, Minas e Rio Grande do Sul, que têm economias superiores (em percentual do Produto Interno Bruto), o que mostra a boa condição do Estado'', afirma Suzuki.
Para o diretor do Ipardes, a nota 0,9024 de Curitiba, à frente dos 0,8969 de São Paulo, mostra bem como o Estado tem evoluído. ''O diagnóstico do governo é correto, de que precisa atrair novas empresas, principalmente para gerar avanço tecnológico e aumentar a renda'', opina. Ele vê a região central do Estado como ainda desigual, mas diz que a tendência é que o abismo seja reduzido. (F.G.)

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