Reduzir as perdas no manejo pré-abate no setor de suinocultura é o principal foco da pesquisa que está sendo desenvolvida em parceria entre a Embrapa Suínos e Aves, Sadia e Triel-HT, empresa fabricante de carrocerias de caminhão. O projeto entrou em prática no final do mês passado e deve durar dois anos, com investimentos de aproximadamente R$ 1 milhão. Ainda há poucos levantamentos sobre a quantidade real das perdas, mas estima-se que cheguem a 4% da produção brasileira; nos países europeus, com alta produção de suínos, as perdas no manejo pré-abate não chegam a 1%.
''Esse conceito de melhorar as condições do pré-abate ainda é muito novo no Brasil, e precisamos também avaliar e melhorar as condições de bem-estar do animal, o que irá beneficiar todo a cadeia do setor'', comentou o coordenador da pesquisa, Osmar Dalla Costa. Ele também destacou que da forma como o manejo vem sendo desenvolvido, o produtor é quem mais perde. ''Quando um pernil ou uma paleta é retirada da carcaça por causa de uma machucadura ocorrida durante o transporte ou carregamento, o produtor ganha menos e todo o cuidado dispensado no desenvolvimento do animal é desvalorizado, sendo que essas carnes de alto valor agregado acabam sendo utilizadas em produtos menos nobres, como salsichas e linguiças'', disse Costa.
Na pesquisa serão avaliados a análise econômica do manejo pré-abate, o tempo de jejum ideal na granja e no frigorífico, os modelos adequados de carrocerias para caminhões, a distância ideal entre granjas e frigoríficos, os efeitos da mistura de lotes de suínos nas granjas e nos frigoríficos e o uso de bebidas isotônicas, que recuperam a perda de líquido e sais minerais dos suínos, nos frigoríficos, pouco antes do abate, com a intenção de melhorar a qualidade da carne.

Os resultados dos experimentos servirão para o desenvolvimento de regras de bem-estra animal que serão aplicadas primeiramente no sistema de integração da Sadia e orientarão a construção de carrocerias de caminhão na Triel-HT.

mockup