Pesquisa quer desenvolver pintado Paulo Pegoraro De Cascavel Um convênio entre as empresas Aquainvest, que representa o instituto de pesquisa Akvaforsk, da Noruega, e a Peixe Vivo, de Campo Grande (MS), resultará em pesquisas para a melhoria genética do pintado, espécie de peixe considerada ‘‘nobre’’, pelo valor comercial da carne. A parceria aproveita a experiência da empresa sulmatogrossense na reprodução do pintado em cativeiro e o conhecimento dos pesquisadores da Akvaforsk em genética para a melhoria da espécie, visando a criação do ‘‘pintado superior’’, com redução de custos e aumento da produção. As pesquisas serão realizadas em Toledo, no Centro de Pesquisas em Aquicultura Ambiental (CPAA), do Instituto Ambiental do Paraná, com o qual a Akvaforsk firmou convênio no ano passado. As pesquisas com o ‘‘pintado superior’’ se estenderão por seis anos. O trabalho começou com a separação, no MS, de dez famílias de pintado em seu estado natural. Quando atingirem 18 gramas serão levadas para Toledo – até o início de junho –, para tanques especiais. A estimativa é de que se consigam aumento de até 15% no rendimento e qualidade do pintado, a cada ciclo de reprodução. Cleuber Linares, da Peixe Vivo, diz que o interesse é a melhoria genética do pintado. O pintado e a tilápia devem ser ‘‘os peixes do futuro, assim como o catfish é hoje para os americanos’’, acrescenta. Para isso, é importante melhorar sua qualidade genética e a ração, garantindo conversão alimentar mais eficiente e reduzindo os custos de produção, hoje muito elevados. Segundo Mortem Breiby, da Aquainvest, é preciso também investir em outros segmentos, como o processamento do peixe, marketing, e demais setores que envolvem a cadeia produtiva do peixe. O projeto de melhoria genética deverá custar cerca de US$ 3 milhões, valor igual ao que será investido em melhoria qualidade da ração, pesquisa para a qual ainda está sendo definido parceiro.

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