Pesquisa pode baratear a ceia de Natal
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sábado, 20 de dezembro de 2003
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
Enquanto o famoso 'espetáculo do crescimento' não acontece, a ordem é economizar. É verdade que, nesta época do ano, é difícil resistir aos apelos do comércio que 'bombardeiam' nossas mentes com publicidade constante. Mas, é preciso lembrar que o novo ano começa com uma série de despesas como, por exemplo, impostos e materiais escolares.
Para não estourar o orçamento e garantir a ceia de Natal e do Réveillon, a dica é pesquisar. Segundo o economista Flávio Oliveira dos Santos, a lista deve considerar, pelo menos, três supermercados. ''Os estabelecimentos costumam atrair os consumidores com algumas promoções que, normalmente, são compensadas em outros produtos'', explicou.
Esta semana, a reportagem da Folha de Londrina percorreu seis supermercados da cidade em busca dos melhores preços para uma refeição mais caprichada. O resultado você confere na tabela. Quem faz questão de consumir os produtos sazonais (peru, panetone, espumante, frutas cristalizadas etc) deve preparar as pernas para não sofrer no bolso. A diferença de preço varia de acordo com o estabelecimento, marcas e embalagens.
O panetone de marca própria é quase quatro vezes mais barato que aquele embelezado por uma lata. Com o valor de um quilo do peru mais caro é possível comprar a mesma quantidade desta carne e ainda um quilo de uvas frescas com direito a moedinhas de troco. Para brindar com os familiares e amigos, o consumidor tem um leque variadíssimo de bebidas. Em Londrina, é possível encontrar a garrafa (660 ml) do tradicional espumante a R$ 2,15 e também a R$ 18,51, entre os importados.
De acordo com João Luiz Tibério, gerente do Condor, o 'boom' de vendas ainda não aconteceu. A expectativa é que o movimento cresça a partir de hoje e atinja seu clímax na véspera de Natal. ''As pessoas preferem deixar para a compra dos alimentos perecíveis para a última hora por causa do espaço na geladeira e porque é comum os preços baixarem na reta final'', explicou Tibério, que espera empatar as vendas deste mês com o mesmo período de 2002.
Na opinião de Santos, a redução dos preços está diretamente ligada ao estoque dos supermercados. Segundo ele, isso só deve acontecer se a demanda for menor que a oferta. ''Devido ao ano vivido pelo varejo, acho difícil que alguém tenha comprado mais que no ano passado'', completou. Valdeci dos Santos Galhardi, gerente do Super Muffato, disse que na Páscoa a tão esperada queda nos preços não ocorreu e a indústria recolheu tudo que sobrou. ''Acho que essa reação deve se repetir no Natal'', avalia.
A queda de 10 pontos percentuais na taxa selic, desde o início do semestre, é considerado pelo economista como o maior incentivo dos consumidores. O pagamento do 13º salário e a tradição de presentear em fartas ceias são outros fatores que levam o comércio a acreditar num crescimento. A expectativa entre os supermercados pesquisados é de um aumento médio de 10% nas vendas, em relação a 2002.


