Um novo perfil industrial para Curitiba e região metropolitana, baseado em critérios ambientais. Este é o resultado do trabalho apresentado ontem a empresários da Cidade Industrial de Curitiba (CIC), que poderá servir como subsídio para uma política de atração industrial dos próximos anos.
A pesquisa coordenada pelo professor Rodolfo Ramina, da Universidade Livre do Meio Ambiente, levantou dados junto a todas as 12 mil indústrias da Grande Curitiba. O trabalho está disponível na Secretaria Municipal de Indústria e Comércio.
A base industrial da região foi estabelecida a partir dos anos 70, diz o coordenador da pesquisa. ‘‘Foi criada a partir do paradigma da substituição dos importados. Com a abertura da economia, o novo paradigma é o ecossistema industrial, com a geração de resíduo zero.’’
O levantamento aponta ‘‘bons negócios’’ industriais, do ponto de vista ambiental, que podem ser realizados na região. Mostra, por exemplo, que na Grande Curitiba não existe uma reprocessadora de alumínio. ‘‘Todo este material de refrigerantes e cervejas acaba em Minas Gerais. Aqui é lixo’’, observa Ramina.
A pesquisa aponta ainda que a indústria sueca de caminhões Volvo, na CIC, importa 70% de seus insumos de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina. ‘‘Faltam fornecedores locais e isso deve ser incentivado’’, diz o professor. Outra questão colocada pelo trabalho é a do município de Rio Branco do Sul, onde existem fábricas de cimento, mas o segmento da construção civil que poderia complementar a cadeia produtiva não está presente.
Um dos projetos mais urgentes na região, observa o professor, é sobre o reaproveitamento, economia e reciclagem da água. Os avanços e problemas da poluição do ar, dos recursos energéticos, combustíveis, resíduos sólidos industriais, comunicações, receitas operacionais e empregos gerados foram levantadas e analisadas pela pesquisa.

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