O setor manufatureiro dos EUA permanece em contração há nove meses consecutivos, segundo o índice NAPM (sigla em inglês para Associação Nacional de Indústrias Manufatureiras) divulgado ontem. Separadamente, o Departamento do Comércio informou, também ontem, que os gastos com construção subiram mais do que o esperado e pelo quinto mês seguido em março.
O índice NAPM ficou em 43,2 pontos no mês passado, teve uma pequena alta em relação aos 43,1 pontos de março. Apesar do ligeiro cresicimento, analistas esperavam que o indicador ficasse em 44 pontos. Qualquer resultado do índice acima de 50 pontos indica expansão da indústria, abaixo dessa média, contração. Se o indicador for inferior a 42,7 pontos, pode ser caracterizada a recessão.
Segundo Norbert J. Ore, que inspeciona a pesquisa da NAPM, o número indica um início de trimestre lento para a indústria ‘‘que continua preguiçosa’’.
Uma pesquisa da associação com industriais revelou que 38% deles estão preocupados e pessimistas com as perspectivas econômicas para os próximos 12 meses. O nível de apreensão é o maior desde 1962.
Já para o setor de construção, os resultados foram mais animadores. O índice que mede os gastos com construção superou todas as estimativas e subiu 1,3% em março. Os gastos do governo, com escolas e estradas, e também a construção de prédios comerciais, impulsionaram o indicador. O dado de fevereiro foi revisado para 0,9%.
Políticos republicanos e democratas do Congresso dos EUA chegaram ontem a um acordo preliminar para aprovar a proposta de corte de impostos de US$ 1,35 trilhão em 11 anos. As negociações já reduziram em cerca de US$ 300 bilhões o projeto inicial do presidente George W. Bush, republicano, de cortar as taxas em US$ 1,6 trilhão em dez anos. O acordo ainda não está fechado, mas deverá reduzir o imposto de renda pago pelo contribuinte norte-americano em US$ 100 bilhões nos anos fiscais de 2001 e 2002. A partir do ano que vem, será estabelecido um programa que reduzirá as taxas em US$ 1,25 trilhão em dez anos.

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