Números levantados em pesquisa feita pela Serasa demonstram que, um ano após a implantação da lei, o número de pedidos de falências recuou 48%. Em julho, por exemplo, caiu 46,8% na comparação com igual mês de 2005. Ainda conforme a Serasa, a nova Lei de Falências desestimulou a utilização de requerimento como um instrumento de cobrança.
Na opinião do advogado Pedro José Gomes, esses números devem cair ainda mais. ''Ou a empresa usa a recuperação judicial ou vai à falência'', comenta ele, acrescentando que a empresa só chega em crise quando ela tem um desacerto em seus negócios, normalmente gerado por baixa do câmbio, crises de sanidade no agronegócio, condição climática adversa, entre outros fatores que afetam a economia. ''Todos os setores ligados a exportações são afetados por esses problemas'', diz o advogado.
A Serasa registrou no mês passado 331 pedidos de falência em todo o País, contra 622 em igual mês de 2005. Foram decretadas em julho 129 falências de empresas, ante 219 no mesmo mês do ano anterior.
O levantamento da Serasa mostra ainda um aumento de 66,7% no total de pedidos de recuperação judicial, que passou de 12 para 20 entre o sétimo mês de 2005 e igual período de 2006.
O volume de requerimentos de falências aponta queda também no acumulado de janeiro a julho deste ano, de 64,5%. No período, foram solicitadas 2.437 falências de empresas, contra 6.861 nos primeiros sete meses de 2005. As falências decretadas caíram 39,5% na mesma comparação, de 1.889 para 1.142. No acumulado dos sete primeiros meses de 2006, houve 151 pedidos de recuperação judicial.(V.B.)

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