Pesquisa mostra queda no lucro dos postos de combustíveis
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sábado, 31 de janeiro de 2004
Agência Estado 
Rio de Janeiro - A Federação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Fecombustíveis) entrega nas próximas semanas à Secretaria de Direito Econômico (SDE) e ao Ministério de Minas e Energia estudo que aponta uma queda de 50% no lucro dos postos e aumento de até 100% na margem obtida pelas distribuidoras sobre o preço da gasolina no ano passado, em comparação com 2002.
O estudo considera como base o levantamento semanal de preços feito pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em dezembro de 2003, em comparação com dezembro de 2002. O Sindicato Nacional das Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) contestou o teor da pesquisa por encontrar ''distorções'' nas variáveis analisadas. Já a ANP, embora não tendo se pronunciado oficialmente, avaliou que o estudo realmente pode conter desvios técnicos. Ambas as entidades, entretanto, afirmaram desconhecer formalmente o estudo.
Segundo o presidente da Federação, Luiz Gil Siuffo, a pesquisa tem como objetivo ''mostrar ao governo e à sociedade que não existem cartéis na área da revenda''. ''Não estamos fazendo isso para criticar as margens das distribuidoras. Acho, na verdade, que essas margens estão corretas. As margens da revenda é que estão muito baixas'', disse.
De acordo com o estudo, as margens das distribuidoras de combustíveis saltaram da média de 2,5% sobre o preço do litro da gasolina em dezembro de 2002 para algo entre 4% e 6% em dezembro de 2003. ''Para comparação, também apuramos que estas mesmas médias eram de 5% quando o mercado estava tabelado, em 1995'', afirmou Gil Siuffo.
No mesmo período, as margens da revenda caíram de um nível de 20% sobre o preço do litro da gasolina, na época em que havia tabelamento (1995), para 15% nos anos seguintes e 12,5% em dezembro de 2002, até chegar aos níveis de hoje, que ficam em média entre 7% e 9%, segundo a Fecombustíveis. ''O mercado foi achatado com uma série de liminares que aumentaram a concorrência desleal e fizeram com que postos idôneos tivessem de reduzir suas margens para sobreviver'', comentou. Ele citou o exemplo do mercado de Belo Horizonte, em que a crise com as liminares provocou o fechamento de 40 postos no ano passado.


